Papeis de Parede de Natureza

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Um belo rochedo em Vila Velha no Paraná

Riacho em Quebra Braço no Estado de Goiás

Pôr-do-sol no rio Madeira em Rondônia

SOS Planeta Terra: Tráfico de Animais Silvestres no Brasil

O Brasil é um dos principais alvos dos traficantes da fauna silvestre devido a sua imensa biodiversidade. Esses traficantes movimentam cerca de 10 a 20 bilhões de dólares em todo o mundo, colocando o comércio ilegal de animais silvestres na terceira maior atividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas. O Brasil participa com 15% desse valor, aproximadamente 900 milhões de dólares!!!
A fauna apresenta números relevantes em relação a biodiversidade no mundo. Entre os vertebrados, o Brasil abriga 517 espécies de anfíbios (das quais 294 são endêmicas), 468 de répteis (172 endêmicos), 524 de mamíferos (com 131 endêmicas) , 1.622 de aves (191 endêmicas), cerca de 3 mil peixes de água doce e uma fantástica diversidade de artrópodos: só de insetos, são cerca de 15 milhões de espécies (Ministério do Meio Ambiente, Relatório Nacional sobre a iodiversidade, 1998).
A devastação das florestas e a retirada de animais silvestres já causaram a extinção de inúmeras espécies e conseqüentemente um desequilíbrio ecológico. Os animais mais exóticos, raros e até ferozes, dentre muitos outros, pagam com a vida pelo simples prazer que algumas pessoas têm em possuir um animal silvestre em casa.
Seguindo uma lógica cruel - que determina o valor da espécie pela sua raridade e grau de ameaça de extinção, o tráfico da vida selvagem é hoje um dos principais fatores do desaparecimento da fauna brasileira.
O Brasil abriga mais de 10% de 1.400.000 seres vivos catalogados no planeta. Na classificação mundial em diversidade de espécies o Brasil é o primeiro em primatas, borboletas e anfíbios. A cada ano um número incalculável de filhotes é retirado das matas para serem vendidos como mercadoria. Para os traficantes, o nosso animal silvestre, alguns em perigo de extinção, não passa de uma mercadoria e a natureza, nossos campos e matas, um grande estoque em prateleira!
A Lei de Crimes Ambientais, criada em fevereiro de 1998, considera os animais, seus ninhos, abrigos e criadouros naturais, propriedade do Estado, considerando que a compra, a venda, a criação ou qualquer outro negócio envolvendo animais silvestres é crime inafiançável.
A maior parte das pessoas que possuem animais silvestres em casa enfrentam uma série de problemas. Algumas acreditam estar protegendo os animais sem levar em consideração todo o sofrimento e estresse pelo qual o animal passa. Ao perceberem o trabalho e cuidados especiais que estes animais exigem, além da dificuldade em mantê-los, as pessoas acabam doando os animais aos zoológicos.
O animal em cativeiro perde a capacidade de caçar seu alimento, de se defender dos predadores ou de se proteger de situações adversas. Se forem libertados, mesmo que em locais propícios, dificilmente sobreviverão.
Quati preso

De cada 10 animais traficados, 9 morrem antes de chegar ao seu destino final. Em outras palavras quase 38 milhões de espécimes são arrancados de seus ninhos (aves) e tocas (mamíferos). Desse número, apenas 1% chegará ao destino final. Vocês têm idéia quantos filhotes estão morrendo, diariamente, nas mãos dos contrabandistas? Eles saem do país, pelas fronteiras, escondidos em malas e sacolas, passando nas barbas da polícia, totalmente dopados, anestesiados e provavelmente já mortos por maus tratos!!
Não bastasse a ação dos traficantes, que é intensa, diária e implacável, o quadro de degradação ambiental que o país enfrenta é o resultado de anos de exploração descontrolados dos nossos recursos naturais. Já é do conhecimento de todos que desde o seu descobrimento, há 500 anos, o Brasil perdeu mais de 90% da sua cobertura original de Mata Atlântica. Exatamente por isso, nossa fauna também está ameaçada. Alí, nesses apenas 10% de Mata Atlântica, concentram-se centenas de espécies seriamente ameaçadas de extinção e o ritmo dessa destruição só faz aumentar o perigo para esses animais.
No Brasil, 218 espécies animais encontram-se ameaçadas de extinção, sendo que 7 delas foram consideradas extintas por não existir registros de sua passagem, observação e presença nas matas há mais de 50 anos.

O Brasil ocupa o 2º. lugar no mundo de espécies de "aves" ameaçadas.
As principais causas da diminuição das populações de animais silvestres são :

*redução de seus "habitats" devido à destruição da cobertura vegetal primária;
* crescente ocupação humana;
*exploração econômica de áreas de florestas, pântanos e cerrado;
*tráfico de animais silvestres;
*caça e pesca predatórias e indiscriminadas, sem leis adequadas que regulamentem sua permissão.

Há quadrilhas organizadas e especializadas no tráfico de animais e que são bem estruturadas para a venda ilegal. Cerca de 70% do comércio é para o consumo interno e o restante é exportado. Este tráfico envolve um grande número de pessoas, iniciando com os capturadores ou caçadores (geralmente pessoas muito pobres e que conhecem o hábitat dos animais).

Aves presas em gaiolas encontradas por policiais

A captura acontece em lugares em que há grande biodiversidade: como a região Norte, o Pantanal e o Nordeste — regiões pobres do ponto vista sócio-econômico. As principais áreas de captura estão nos estados do Maranhão, Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Minas Gerais e região amazônica. Depois, o animal passa por vários intermediários até chegar aos grandes comerciantes que ficam no eixo Rio - São Paulo.
Nestas capitais acontecem o maior volume de vendas. Os animais tem diversos destinos: muitos são vendidos ilegalmente em feiras, outros vão para criadores ou criadouros, quando exportados, o destino é normalmente a Ásia, a Europa ou o Estados Unidos. É comum acharmos na feira de Praga (Europa) araras brasileiras por 4 mil reais, ou seja, o animal que foi capturado por 50 centavos (R$0,50) é vendido por oito mil vezes mais.
Há informações de que a lucratividade do negócio ilícito atraiu a cobiça de organizações criminosas como a máfia russa, que também está participando do tráfico de animais.
Quando recolhidos pela fiscalização, os animais silvestres encontram-se em péssimas condições, alguns já mortos, dopados, maltratados, com fome, sede e frio. São filhotes, são bebês, mal enxergam, sem pêlos e sem penas... Necessitam ser rapidamente alojados, alimentados, protegidos e recebem cuidados médicos. Alguns animais sofrem outro tipo de violência: têm seus olhos furados, para não enxergarem a luz do sol e não cantarem - caso das aves, evitando chamar a atenção da fiscalização. Todos são anestesiados para que pareçam dóceis e mansos.
Filhotes de araras apreendidos (Foto: Projeto AA/Neiva Guedes)

No Brasil, o comércio ilegal da fauna silvestre divide-se claramente em duas modalidades básicas :

* O tráfico interno, que tem como característica a sua desorganização, sendo praticado por caminhoneiros, motoristas de ônibus, pequenos comerciantes e miseráveis, que saem de suas cidades levando animais silvestres que vão lhe garantir dinheiro para a viagem e comida.
* O tráfico internacional - sofisticado, esquematizado, planejado, com pessoas inteligentes, grandes nomes na sociedade internacional, artistas milionários, inúmeras empresas e grandes laboratórios, que seguem esquemas criativos e originais, distribuem subornos e contam com a condescendência de funcionários do próprio governo, de empresas aéreas e até de políticos.
O tráfico da fauna silvestre brasileira divide-se em três objetivos distintos:

* Colecionadores particulares;
* Animais para fins científicos;
* Animais para comercialização internacional em "pet shops".

Todos esses animais deixam o país através dos portos e aeroportos das principais cidades brasileiras ou então, através das fronteiras dos países limítrofes ao Brasil, como Argentina, Paraguai, Bolívia, Colômbia, Venezuela, Guianas e principalmente o Suriname, onde jatinhos particulares, aguardam a chegada de dezenas de caminhões brasileiros que levam nossos animais, aos milhares, para terras internacionais.

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Pesquisa no site: http://www.ambientebrasil.com.br

Anta, o maior mamífero da América do Sul

 ANIMAL WORLD

A anta ou tapir, maior mamífero da América do Sul, é no entanto muito menor que seus parentes da África e da Ásia. Teorias recentes buscam a explicação para este fenômeno na última glaciação, quando a América teria secado demais para permitir a sobrevivência de animais de grande porte.
A anta chega a pesar 300 kg. Tem três dedos nos pés traseiros e um adicional, bem menor, nos dianteiros. Tem uma tromba flexível, preênsil e com pêlos que sente cheiros e umidade. Vive perto de florestas úmidas e rios: toma freqüentemente banhos de água e lama para se livrar de carrapatos, moscas e outros parasitas.
Herbívora, come folhas, frutos, brotos, ramos, plantas aquáticas, grama e pasta até em plantações de cana-de-açúcar, arroz, milho, cacau e melão. De hábitos noturnos, esconde-se de dia na mata, saindo à noite para pastar.

Anta e seu filhote

De hábitos solitários, são encontrados juntos apenas durante o acasalamento e a amamentação. A fêmea tem geralmente apenas um filhote, e o casal se separa logo após o acasalamento. A gestação dura de 335 a 439 dias. Os machos marcam território urinando sempre no mesmo lugar. Além disso, a anta tem glândulas faciais que deixam rastro.
Quando ameaçada mergulha na água ou se esconde na mata. Ao galopar derruba pequenas árvores, fazendo muito barulho. Nada bem, e sobe com eficiência terrenos íngremes.
Emite vários sons: o assobio com que o macho atrai a fêmea na época do acasalamento, o guincho estridente que indica medo ou dor, bufa mostrando agressão e produz estalidos.

Espécie de anta da Am. Central.

  • ANTA BRASILEIRA:

Cuidados com a anta que acabou de ter um filhote.

A anta brasileira pertence à espécie Tapirus terrestris. Mede 1,10 m de altura e 2,20 (a fêmea) ou 2 m (o macho) de comprimento. Pesa cerca de 250 kg. Ocorre na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e no Pantanal.
O T. terrestris é encontrado também na Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela - ou seja, toda a América do Sul exceto Uruguai e Chile.
Segundo a Lista Vermelha da IUCN seu estado de conservação é "vulnerável" (VU), mas a anta se encontra "criticamente ameaçada" (CR) em alguns estados brasileiros, como Paraná e Minas Gerais. O tipo de ameaça que sofre é a destruição de seu habitat, a caça, o fato de as populações estarem isoladas e em declínio. Além do homem, são seus predadores a sucuri e a onça.
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Fonte:
www.tapirback.com/tapirgal/lowland/woodland.htm
www.wikipedia.org

Sustentabilidade & Energia: Ecovila, um modelo sustentável


Ecovila é um modelo de assentamento humano sustentável apoiado pela ONU.
A idéia é criar um projeto de Ecovila auto-sustentavel, com a ajuda de pessoas que desejam participar do projeto e que desejam tambem morar na ecovila.
Todos que desejam podem e devem manifestar suas opinioes quanto ao que está apresentado até o momento.

  • Construções:

Quatro dormitórios, cada um para 5 pessoas
Uma cozinha ampla
Uma área de reuniões/recreação/atividades diversas
Três banheiros, masculino/feminino e um adicional sem chuveiro.
Um galpão para armazenar produtos, comidas, ou o que for necessário.
Área para cultivo de leguminosas, frutas e vegetais para consumo em geral
A área que necessitamos, fazendo uma conta por baixo para isso tudo seria de 6000m² mais ou menos. Para as 20 pessoas que serão incluidas no projeto inicial.

  • Água:

Dependendo do local escolhido para o terreno, podemos ter em abundancia.
Mas existem outras opções como o poço artesiano.
E claro, a captação de águas da chuva é essencial.
Para bombear a água para um local mais alto pode ser utilizadas bombas manuais de PVC que podem ser construídas manualmente sem custo de energia, ou então por meio do carneiro hidraulico, que também não consome energia (http://www.cerpch.unifei.edu.br/downloads/carneiro.pdf).
Devemos possuir uma caixa dagua de tamanho q acharemos necessário, feita de ferrocimento (http://www.banet.com.br/construcoes/materiais/ferrocimento/ferrocimento.htm)
Toda água adquirida de chuvas serão filtradas por meio de biofiltros hidropônicos de aguapé, carvao areia e brita. Ou então por meio de leitos filtrantes com areia e taboa ou lirio do mato. A mesma agua utilizada em alimentos e no banho pode ser encanada e filtrada da mesma forma que a agua da chuva com esses filtros. Além do que para o consumo podemos utilizar de filtros de barro que podem ser adquiridos facilmente e são muito baratos.

  • Tratamento de Rejeitos:

Devemos tratar todo nosso esgoto gerado, uma forma inteligente de tratar é utilizar de banheiros compostaveis. Não gasta água. Não produz esgoto. O sol, o tempo e as minhocas fazem o trabalho de transformar matéria orgânica em fertilizante.
O interior pode ser igual a qualquer outro. Em vez de água na descarga, serragem. (http://www.setelombas.com.br/2006/04/20/sanitario-compostavel)
Efetuar claro a coleta seletiva de lixo, e sempre q possível reciclar ou transportar para centros de reciclagem. Todo lixo orgânico gerado ainda pode ser utilizado como adubo para as hortas.

  • Energia:

Usando um alternador de automóvel e uma bicicleta velha produzimos energia elétrica que, acumulada em baterias, será usada na iluminação de alojamentos e vestiários. Um jeito inteligente de aproveitar a energia dispendida na hora de malhar. Pois acredito que 1 hora por dia de cada um todos os dias seria saudável e geraria um tanto bom de energia.
Podemos também utilizar de geradores de energia solares, que também são um meio inteligente de gerar energia.

  • Materiais para Construção:

Utilizar tijolo estrutural de solo-cimento, são os chamados tijolos-ecológicos. São feitos de barro prensado e têm uma geometria que facilita o assentamento e a passagem de tubulações.
Para o telhado pode ser construído do chamado “telhado verde”, que possui grande poder de isolação térmica no inverno e arrefecimento por evapo-transpiração das plantas no verão, diminuindo sensivelmente os gastos com energia para aquecimento e resfriamento dos ambientes. Isolamento acústico. (http://www.ecotelhado.com.br/oqueeh.htm)

Casas estão sendo construídas com nova filosofia em Porto Alegre
  • Transporte:

Isso dependerá de onde o terreno será comprado, a idéia é necessitar o mínimo possível de transporte que necessite de combustíveis fosseis, a utilização de bicicletas é o meio de transporte ideal, mas acredito que seja necessário ter 1 carro à disposição no mínimo, para eventuais emergências ou necessidades extremas, no sentido de um acidente que alguém se machuque, ou necessidade de transporte de grandes cargas.

  • Sustentação Economica:

Provavelmente gastaremos pouco dinheiro para sustentarmos algumas coisas na ecovila, um meio de sustentarmos é ministrando cursos na ecovila, ou até mesmo fora dela, sobre as construçoes que iremos aprender.
Podemos também vender comida que estaremos plantando dentro da ecovila. Uma coisa indispensável para a ecovila acredito que seja o contato direto com a internet também, pois é o melhor meio de adquirir conhecimento, achar conhecimento, assim como também divulgar a idéia, a comunicação com o mundo é essencial e não podemos abrir mão disso.
Acredito que o maior problema econômico mesmo seja para comer, caso necessite, mas também como terá 20 pessoas na ecovila, se cada um cuidar de um numero determinado de plantas, ou de um espaço determinado, acredito que alem de cuidar da sua própria comida cada um vai poder dispor de mais tempo para realizar outros trabalhos que podem gerar renda. E comida é um produto que sempre será vendido, ou ao menos trocado.
A organização do trabalho dentro da comunidade vai depender do conhecimento de cada um e habilidade de cada um para certos trabalhos, e claro, se alguém não concordar o assunto deve ser debatido.

  • Gestão da Ecovila:

Como em toda sociedade devemos ter uma certa organização, acredito que a comunicação ampla é o ponto crucial para a determinação de um bom convívio, todos os problemas devem ser acordados por todas as pessoas, sem exceção, e todos problemas devem ser resolvidos de uma forma sensata e rápida.
O método do voto ainda é o meio mais fácil, voto aberto claro, pois ninguém deverá ter nada a esconder de ninguém.
A manutenção da ecovila será praticamente constante, visto que sempre haverá trabalhos para serem feitos afim de evoluir e melhorar a convivência das pessoas.
Devemos ter um mural sempre atualizando com noticias sobre a comunidade, internas ou externas, contendo sempre as ultimas decisões tomadas, os trabalhos pendentes, comunicação em geral para todos que ali vivem.
Podemos inclusive adaptar nossa vida la para o calendario da paz (http://www.calendariodapaz.com.br), que com certeza seria muito gratificante para todos.
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Fonte:
www.wikipedia.org
www.agirazul.com.br/fsm4/images/stein2003_051.

Turismo na Amazônia: Ilha de Algodoal

Seu nome é Ilha de Maiandeua, mas todos a conhecem por Ilha de Algodoal. Maiandeua tem origem no Tupi e significa "Mãe da Terra". A ilha é chamada de Algodoal em virtude da abundância de uma planta nativa conhecida como algodão de seda, ainda presente na região, cujas sementes, com filetes brancos, são dispersas pela planta e, ao flutuarem ao vento, lembram o algodão. Quem primeiro a apelidou desta forma foram os pescadores que lá chegaram na década de 1920. Algodoal é, também, o nome da maior vila, das quatro que existem na ilha. As outras três são Fortalezinha, Camboinha e Mocooca.
A vila de Algodoal é a principal por ser a maior, a que possui a melhor infraestrutura para acomodação de turistas e, conseqüentemente, a que recebe mais visitantes. Estas quatro vilas são separadas entre si por porções de manguezais e secionadas em alguns pontos por canais de maré.
Furo Velho
Os 19 km² da Ilha de Algodoal/Maiandeua são marcados pela tranqüilidade, pelos cenários maravilhosos que atraem turistas de todo o mundo que nunca se decepcionam com a sua natureza bucólica, bela e dadivosa e pela falta de energia elétrica, que ressalta o clima rústico da região. A comunidade da ilha é formada por pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo.
Em Algodoal, não há um abastecimento regular de energia elétrica e as fontes alternativas utilizadas são os geradores a óleo diesel que funcionam com maior intensidade a partir das 18 horas. Já o abastecimento d'água é realizado por meio de poços artesianos que fornecem água de excelente qualidade.
Os meios de transporte existentes são a bicicleta, o barco (a motor ou a remo) e a carroça puxada por cavalo. Veículos motorizados não podem entrar na ilha.
Transporte mais utilizado na ilha

Localização
Situada a norte do município de Maracanã e a nordeste do estado do Pará, a Ilha de Algodoal/Maiandeua faz parte da Região do Salgado Paraense e tem por limites, ao Norte, o Oceano Atlântico, ao Sul, o canal de Mocooca, a Leste, a Baía de Maracanã e a Oeste, a Baía de Marapanim.

As Praias
Com areia muito branca e fina, as paradisíacas praias da Ilha de Algodoal/Maiandeua são cercadas de dunas que possuem uma vegetação característica de restinga que oferece frutas em abundância, principalmente nas épocas do caju e do ajuru. Suas águas têm uma temperatura muito agradável (média de 22°C). A grande maioria de seus espaços permanece deserta, mesmo em períodos de alta estação, o que permite a realização de piqueniques privados ou mesmo um isolamento a fim de se ficar mais à vontade.
Nesse caso, recomendamos a utilização das carroças, que podem deixar o visitante na praia desejada e retornar, num horário pré-estabelecido, para buscá-lo. Se o visitante prefere praias mais badaladas, as opções são a da Princesa, a mais agitada, e a da Caixa D'água, a mais próxima à vila de Algodoal.

As praias desta região apresentam uma peculiaridade especial: todas sofrem influência das marés dos rios amazônicos, o que faz com que, de doze em doze horas, haja uma variação significativa no nível do mar. Nos períodos de maré baixa, a água recua centenas de metros e forma muitas lagoas naturais.
Casal de namorados na praia

  • Praia da Princesa
A praia da Princesa tem quase 14 quilômetros de extensão e foi classificada pela revista americana Time como uma das dez mais bonitas do Brasil. Quem a conhece sabe que a classificação é justa. Na Princesa, há bares que funcionam nos períodos de alta estação. Neles, é possível encontrar refeições simples, como o peixe frito e a caldeirada, lanches e as bebidas mais consumidas no Brasil: a cerveja e a caipirinha.


Banhistas na Praia da Princesa
  • Praia da Caixa D'água
Localiza-se em frente à vila de Algodoal e nela há bares que servem refeições e bebidas. Normalmente, mesmo fora de estação, encontramos estabelecimentos em funcionamento nesta área. A Praia da Caixa D'água não serve para banho enquanto a maré está baixa.
Praia da Caixa D'água
  • Praia da Beira
A Praia da Beira é a da chegada, onde os barcos que fazem a linha Marudá/Algodoal aportam. Tem pouca infraestrutura e não é recomendável para banho durante a maré baixa.

Chegada em Algodoal
  • Enseada do Costeiro
É a praia mais perigosa da ilha, por apresentar as maiores ondas e haver registro de presença de tubarões. Nem mesmo os surfistas se aventuram por estas bandas, mas, um passeio de barco para lá é bastante agradável e um piquenique nas suas areias não oferecem perigo algum.
Há outras praias muito bonitas na ilha, que são a Praia do Cação, Praia da Salina e Praia do Guarani. Todas são desertas e muito interessantes. As únicas edificações que existem nelas são os barracões que são, esporadicamente, utilizados por pescadores. Vale a pena fazer um passeio de barco ao redor de toda a ilha e conhecer cada uma delas de pertinho.

Turismo
A ilha de Algodoal/Maiandeua recebe muitos turistas. A maior parte deles mora no estado do Pará, mas há visitantes de todo o mundo na ilha. Durante o ano, percebe-se as seguintes peculiaridades entre os visitantes da região:
Em janeiro, fevereiro, julho, dezembro e nos feriados regionais - Alta estação para os turistas brasileiros;
Em agosto e setembro - Alta estação para os turistas estrangeiros.
Nos demais períodos - Baixa estação na ilha, com presença constante de poucos turistas estrangeiros e paraenses.
Normalmente, o turista busca conhecer a rusticidade da sociedade nativa e a abundante beleza natural da ilha. Além das caminhadas que podem ser praticadas, livremente, pela região, há opções de passeios de carroça puxada por cavalo. Os destinos recomendados são as lagoas da ilha, que são muito bonitas, tal como a Lagoa da Princesa, e as demais vilas, como a de Fortalezinha, que preserva a primitividade da sua organização social e mantém intactos os belíssimos recursos naturais da região. Há, ainda, a possibilidade de passeios de barco pela Região do Salgado e pelos rios da Amazônia (ver opções de lazer/passeios).
Pode-se praticar a pesca artesanal de canoa ou de barco a motor, dependendo do peixe que se quer pegar, e deve ser realizada, sempre, em companhia de pescadores locais, que conhecem como ninguém a região.

Turistas em alta estação

Como Chegar?
O acesso à Ilha de Algodoal/Maiandeua, normalmente, se dá por Belém do Pará, a cidade mais próxima provida de aeroporto internacional. De Belém, roda-se por 163 km das rodovias BR-316 e PA-136 (ambas em boas condições) até o porto de Marudá. De lá, toma-se um barco que leva cerca de 40 minutos para chegar à ilha. Então você já estará no paraíso. O visitante que utiliza veículo particular para chegar até Marudá, deve utilizar os serviços de estacionamento que são comuns por lá. O preço da diária dos estacionamentos gira em torno de R$ 3,00.

Foto de satélite da ilha de Algodoal

Barco que faz a travessia de Marudá a Ilha de Algodoal

Opções de lazer durante a noite
Durante todo o ano, acontecem as festas tradicionais da ilha:
• Carimbó, aos sábados, no bar "Só Carimbó"; e
• Reggae, aos finais de semana, no restaurante "Raiz do Mangue".
Nos períodos em que a ilha recebe milhares de turistas brasileiros (julho e feriados), as opções de diversão noturna se ampliam. Acontece festa em todo canto, com reggae, rock, dance, brega, MPB (Música Popular Brasileira), pagode, etc., além de um luau ou outro que acontecem à beira-mar com fogueira, violão e voz na praia. Como, à noite, tudo acontece na vila de Algodoal e a mesma não é grande, é normal o trânsito dos visitantes entre as diferentes festas. Dá pra curtir um pouco de tudo.

Pôr-do-sol na Ilha
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Fonte:
www.algodoal.com.br