Turismo na Amazônia: Tucuruí, a cidade geradora de energia da Amazônia



HISTÓRIA:
TUCURUÍ, no Estado do Pará, está situado à margem do Rio Tocantins, à jusante da Usina Hidrelétrica de Tucuruí.
De Tucuruí, subindo o rio, a navegação tornava-se difícil e quase impraticável, devido às grandes cachoeiras que obstruíam o curso do Rio Tocantins.
A navegação só era feita devido a perícia, o arrojo e a coragem dos pilotos regionais que, em barcos-motores, especialmente construídos, faziam o tráfego até o Estado de Goiás.
O nome Tucuruí é de origem Tupi. Para alguns autores o vocábulo viria de tucuruí, que significa gafanhoto em tupi e y que significa rio; assim, tucuruí + y seria rios dos gafanhotos.
Alguns autores, como Danúzio Pompeu, consideram essa uma interpretação equivocada.
Fundamentado numa obra de Luiz Caldas Tibiriçá, Dicionário de Topônimos Brasileiros de Origem Tupi, o verbete Tucuruí viria de Tycu - roy: líquido frio, gelado.
De acordo com autor, essa definição seria mais aceitável, porque nas imediações da cidade, os rios e os igarapés são de águas frívolas.
A origem do município de Tucuruí, remonta a 1781, quando foi fundado, pelo Governador José de Nápoles Telles de Menezes, o Forte da Fachina, também chamado de Forte Nossa Senhora de Nazaré.
O forte tinha duas funções, a fiscal e a militar e foi estrategicamente construído para proteger e fiscalizar a navegação do Rio Tocantins.

Em 31 de outubro de 1870, através da Lei nº. 661, o Governo Provisório do Pará, criou, nas proximidades do sítio do forte, mais precisamente em um lugar conhecido por Perdeneiras, no município de Baião, a Freguesia de São Pedro de Alcântara.
O nome da freguesia foi mudado para São Pedro de Alcobaça em 19 de abril de 1875, através da Lei nº. 839, do Governo do Pará.
Em 1890, o Governo Republicano autorizou a construção da Estrada de Ferro Tocantins, que possibilitaria o acesso aos Estados de Goiás e do Pará.
Conforme relatou o Tenente-Coronel João Roberto Ayres Carneiro, no seu livro "Itinerário da Viagem de Expedição Exploradora e Colonizadora ao Tocantins", em 1894 a povoação de São Pedro de Alcobaça fora completamente destruída pelos índios e se tornara um deserto.
Em 1895, o engenheiro João Vasco Manoel de Braum, escolheu o local para o ponto inicial da Estrada de Ferro Tocantins.
A escolha recaiu no lugar Alcobaça, pouco além, subindo o Tocantins, do lugar Pederneiras, onde foram construídos alojamentos para trabalhadores, funcionários e técnicos que deveriam iniciar a mencionada ferrovia.
A rota planejada para a estrada tinha a extensão de 179 quilômetros, partindo de Alcobaça até a Praia da Rainha.
Com o início das obras da Estrada de Ferro Tocantins, a povoação de Alcobaça começou a se desenvolver e em 31 de dezembro de 1947, pela Lei nº 62, Artigo 36, foi emancipada e surgiu o município de Tucuruí, sendo seu território desmembrado do município de Baião, do qual fazia parte integrante.
A Estrada de Ferro Tocantins foi extinta em 1974, mas desde o ano anterior já chegavam à cidade os empregados da Eletronorte para a construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, inaugurada em 1984.

TURISMO E CULTURA: A cultura popular é marcada pelas danças folclóricas do carimbó, lundu e retumbada, danças do tucunaré, da fita, da ciranda e da fogueira, e o exótico samba do cacete.

A principal atração turística é o lago artificial da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, onde surgiram inúmeras ilhas, propícias para o turismo ecológico. O Lago artificial de Tucuruí é também ideal para a prática de pescaria.
Para o laser, há também, além das belas praças( praça do Rotary e praça da Bandeira), o visitante que for a Tucurui não poderá deixar de conhecer o cais, de onde se pode apreciar a beleza das margens do Rio Tocantins, na área urbana de Tucuruí as praias da Matinha e do Porto da Balsa.




A Reserva dos Índios Asuriní é outro local que merece ser visitado, mas apenas com autorização da Funai.
Tucuruí tem ainda o Banco de Germoplasma, instalado numa ilha a cerca de 3 km da barragem, onde são realizadas pesquisas sobre a germinação de essências usadas pelos índios; a barragem da usina, na Base 4, onde é estudado o comportamento de várias espécies de animais que habitavam a região antes do fechamento da barragem; o Laboratório Químico, que desenvolve trabalhos em Limnologia, Biologia e Físico-química; e o Centro de Proteção Ambiental, na Vila Permanente, que faz o controle da pesca, da caça e da extração de madeira no lago.
O roteiro continua com as ruínas das cidades submersas pelo lago; o Museu do Projeto Curupira, também na Vila Permanente, onde se encontram espécies da flora e da fauna, além de minerais que existiam nas áreas inundadas; e com a produção artesanal, especialmente trabalhos em cerâmica, da Reserva Indígena Parakanã e da população ribeirinha.

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa cidade é legal e tem muitas mulheres.

Carla mayumi disse...

É uma cidade mt legal, com paisagens lindas e pessoas legais, apezar de rolar mts fofocas..
Tem gente mt querida q eu conheço por lá..bjos..